Saúde Mental das Crianças: 5 Benefícios do Contato com as Plantas

Menina colhendo Morangos entre as plantas dentro de estufa

Saúde mental das crianças melhora com rotinas simples de contato com a natureza, e as plantas dentro de casa são uma das portas mais fáceis de abrir. Elas não tratam ansiedade nem depressão, mas estudos sérios ligam o verde a mais calma, mais atenção e menos estresse na infância.

Pense numa tarde comum de apartamento. A criança chega da escola cansada, liga a tela e o mundo encolhe para o tamanho do celular.

Agora imagine a mesma tarde com um vasinho de Peperômia no parapeito, que é dela. Ela olha se a terra está seca, encosta o dedo, pega o borrifador.

São dois minutos. Mas o corpo desacelera, o olhar sai da tela e vai para uma coisa viva.

É desse tipo de cena que eu quero falar aqui. Sem promessa milagrosa, com o que a ciência mediu de verdade e com o que dá para fazer dentro de casa.

Silvia Dalto, arquiteta paisagista

Por Silvia Dalto — arquiteta paisagista há 35 anos, especialista em biofilia e design biofílico. Conheça meu trabalho no Instagram.

Atualizado em 10 de outubro de 2026.

Este texto faz parte do guia sobre biofilia para crianças, que explica o conceito desde o começo. Aqui o foco é outro: o que as plantas fazem pela cabeça e pelo coração dos pequenos.

Você vai ver os 5 benefícios com os estudos por trás de cada um, as plantas seguras e as que pedem cuidado, uma rotina por idade e o limite que todo pai e mãe precisa conhecer.

Como as plantas influenciam a saúde mental das crianças?

As plantas influenciam a saúde mental das crianças porque oferecem um estímulo calmo, vivo e que pede cuidado. O maior estudo sobre o tema, da Universidade de Aarhus, acompanhou quase 1 milhão de dinamarqueses: quem cresceu com menos verde por perto teve até 55% mais risco de transtorno mental na vida adulta.

O estudo foi publicado em 2019 na revista PNAS (Engemann e colegas). Ele levou em conta renda, região e histórico familiar, e mesmo assim a diferença apareceu.

Mas atenção ao que esse número diz e ao que ele não diz. É uma associação, não uma prova de causa. E o estudo mediu áreas verdes ao redor de casa, não vasos na sala.

Outro trabalho, da Universidade Cornell (Wells e Evans, 2003), mostrou que crianças com mais natureza perto de casa sentiram menos o peso de situações estressantes.

O que eu tiro disso, depois de 35 anos projetando jardins: o verde funciona como um amortecedor. Ele não impede a tempestade, mas deixa a criança mais preparada para atravessá-la.

O que é saúde mental das crianças, em uma frase?

Saúde mental das crianças é o equilíbrio entre emoções, comportamento, sono, aprendizado e relações. A Fiocruz lembra que ela depende do contexto inteiro da criança: família, escola e território (Portal de Boas Práticas do IFF/Fiocruz). A planta entra como uma peça pequena desse contexto, nunca como a peça inteira.

Saúde mental das crianças: três meninas observam vasos de plantas sobre uma mesa de madeira
Observar uma planta de perto já é uma pausa para a cabeça. Foto: Pexels.

Quais são os 5 benefícios do contato com as plantas para o bem-estar infantil?

Os 5 benefícios do contato com as plantas para o bem-estar infantil são: mais calma e menos ansiedade, mais concentração, mais responsabilidade e autoestima, mais empatia com o que é vivo e mais criatividade. Cada um tem apoio em pesquisa ou na prática de quem trabalha com crianças e natureza.

Vou contar cada um, com o estudo por trás e o limite dele.

1. Mais calma e menos ansiedade

A pesquisa mais próxima da nossa realidade foi feita no Brasil.

O Instituto Alana, com a Fundação Bernard van Leer e o WWF-Brasil, ouviu 1.000 famílias com crianças de até 12 anos depois do isolamento da pandemia (reportagem do Educação e Território).

Quando as crianças passaram tempo ao ar livre, 85% das famílias perceberam os filhos menos estressados e ansiosos. E 88% notaram que eles dormiram melhor.

Um cuidado honesto: é a percepção dos pais, não uma medida clínica. E a pesquisa fala de natureza ao ar livre, não de vaso.

Mesmo assim, é um sinal forte para a saúde mental das crianças, e combina com o que vejo em casa e nos projetos. Um canto com plantas vira um lugar de baixar o volume.

Se a ansiedade é um tema na sua família, este guia sobre biofilia para reduzir estresse e ansiedade aprofunda o assunto.

2. Mais concentração nos estudos

Aqui está o dado mais citado sobre atenção.

Pesquisadoras da Universidade de Illinois levaram 17 crianças de 7 a 12 anos com TDAH para caminhar 20 minutos em três lugares.

Os lugares eram um parque, o centro da cidade e um bairro residencial (Faber Taylor e Kuo, 2009).

Depois do parque, a concentração foi melhor. O grupo é pequeno e o verde era de parque, não de vaso.

Ainda assim, o número 20 minutos virou uma referência prática que uso muito quando o assunto é saúde mental das crianças.

Saúde mental das crianças e estudo: menina faz a lição de casa com uma planta grande ao fundo
Uma planta perto da mesa de estudo deixa o canto mais acolhedor. Foto: Pexels.

Em Barcelona, um estudo com 2.593 crianças de 7 a 10 anos acompanhou a memória de trabalho durante 12 meses (Dadvand e colegas, PNAS, 2015).

Quem estudava em escola com mais verde ao redor evoluiu mais.

E aqui vem a parte que quase ninguém conta: o verde perto de casa não fez diferença nesse estudo. O verde que contou foi o do lugar onde a criança passa o dia, vivendo e prestando atenção.

Para mim, isso diz muito. O vaso parado no canto não resolve sozinho.

O que muda é a planta que faz parte da rotina, que a criança olha, rega e acompanha. É esse cuidado diário que conversa com a saúde mental das crianças.

3. Mais responsabilidade e autoestima

Em Taiwan, um pesquisador colocou seis plantas de folhagem no fundo de uma sala de aula de alunos do 8º ano, comparada com outra turma sem plantas (Han, 2009).

A turma com plantas teve menos horas de falta por doença e menos registros de punição por comportamento do que a turma sem plantas.

É um estudo pequeno, com só duas turmas, e precisa ser lido com cautela. Mas ele mostra algo que todo professor sente: o ambiente muda o clima da turma.

Em casa, o efeito que vejo é outro, o da autoestima. Quando a planta da criança solta uma folha nova, ela sente que fez aquilo acontecer.

Cuidar de algo vivo e ver dar certo é uma das melhores sensações da infância.

Professora cumprimenta aluno em sala de aula com Palmeira perto da janela
Sala de aula com plantas: o ambiente também educa. Foto: Pexels.

4. Mais empatia e cuidado com o vivo

Para este benefício, não encontrei um estudo com medida honesta para citar. O que trago aqui é a minha experiência prática com famílias e jardins.

A planta ensina, sem discurso, que todo ser vivo tem necessidades. Se esquece a água, ela murcha. Se exagera, a raiz apodrece.

A criança aprende a observar o outro antes de agir, e esse olhar para o outro é um pilar da saúde mental das crianças.

Esse aprendizado passa para os bichos, para os irmãos e para os colegas.

E ganha força quando a criança pode tocar, cheirar e explorar com segurança, como mostro no artigo sobre jardim sensorial seguro.

5. Mais criatividade e brincadeira

Para criatividade, não achei estudo com medida direta. O mais próximo mediu atenção, não criatividade.

Na Holanda, salas de aula de escolas de ensino fundamental ganharam uma parede verde de plantas vivas, num estudo com 170 crianças (van den Berg e colegas, 2017).

A atenção seletiva melhorou, e as crianças acharam a sala mais bonita.

Mas o bem-estar relatado pelas próprias crianças não mudou. Eu gosto de contar esse detalhe, porque ele é honesto: a planta abre a porta, mas quem fecha o ciclo é o adulto que acompanha.

A criatividade, na minha experiência prática, aparece quando a planta vira brincadeira: diário do vaso, desenho da folha nova, história inventada sobre a semente que ainda não brotou.

Jardim sensorial infantil com caminho de pedras, gramado e espaguetes de espuma coloridos pendurados
Caminhos de textura, cor e movimento: brincar e explorar com o corpo inteiro também é cuidar da cabeça. Foto: Pexels.

Qual é o limite: planta trata ansiedade ou depressão infantil?

Não. Planta não trata ansiedade, depressão nem nenhum transtorno infantil. Ela é apoio ao dia a dia, não tratamento. Se a criança mostrar queda no rendimento escolar, dificuldades com o sono ou com a alimentação, medos e tristezas que não passam ou uma mudança brusca de comportamento, procure o pediatra ou um psicólogo.

Esses sinais de alerta estão no material da Fiocruz para profissionais da atenção primária (IFF/Fiocruz).

A lista também inclui regressões no desenvolvimento, agitação, dificuldade de se relacionar e queixas físicas sem causa clara.

A própria Fiocruz lembra que uma criança mais quieta não está, necessariamente, sofrendo. O que pede atenção são as mudanças repentinas.

Cuidar da saúde mental das crianças é tarefa de família, escola e profissionais, juntos.

Nenhuma recomendação deste artigo substitui a avaliação de um profissional de saúde. A planta soma. Ela não substitui.

Quais plantas são seguras para o quarto e os espaços das crianças?

As plantas seguras para o quarto das crianças são as que não constam como tóxicas nas bases de referência, como Samambaia, Peperômia, Palmeira-Ráfis e Clorofito. Mesmo assim, nenhuma planta deve ir à boca, e bebês e crianças pequenas precisam de vasos fora do alcance. Comigo-Ninguém-Pode e Antúrio ficam de fora.

Segurança também faz parte da saúde mental das crianças: um susto com uma planta tóxica marca a família inteira.

Uma explicação importante: no Brasil não existe uma lista oficial de “plantas seguras para crianças”. O que existe é a lista das tóxicas. Por isso, montei a tabela abaixo cruzando duas fontes.

  • A galeria de plantas tóxicas do Sinitox/Fiocruz, o sistema nacional de informação sobre intoxicações.
  • A base da ASPCA, que classifica plantas como tóxicas ou não para cães e gatos. Ela não fala de crianças, mas ajuda a separar as espécies sem toxicidade conhecida.
PlantaOnde fica bemSituação nas fontes
Samambaia (Nephrolepis exaltata)Prateleira alta ou pendurada, luz indiretaNão tóxica para cães e gatos (ASPCA); fora da lista do Sinitox
Peperômia (Peperomia obtusifolia)Parapeito ou mesa de estudoNão tóxica para cães e gatos (ASPCA); fora da lista do Sinitox
Palmeira-Ráfis (Rhapis excelsa)Canto do quarto ou da salaNão tóxica para cães e gatos (ASPCA); fora da lista do Sinitox
Clorofito (Chlorophytum comosum)Pendurado perto da janelaNão tóxico para cães e gatos (ASPCA); fora da lista do Sinitox

Agora, as que eu tiro do alcance das crianças pequenas. Todas aparecem na galeria de plantas tóxicas do Sinitox:

  • Comigo-Ninguém-Pode (Dieffenbachia)
  • Antúrio (Anthurium andraeanum)
  • Costela-de-Adão (Monstera deliciosa)
  • Tinhorão (Caladium bicolor)
  • Espirradeira (Nerium oleander)
  • Coroa-de-Cristo (Euphorbia milii) e Bico-de-Papagaio (Euphorbia pulcherrima)

A Sociedade Brasileira de Pediatria também orienta não colocar plantas com látex, espinhos ou frutos atraentes onde circulam crianças (SBP, intoxicações exógenas).

Se a criança colocar uma planta na boca, procure atendimento e, se der, leve a planta para identificação. Em caso de desmaio ou convulsão, ligue 192.

O Sinitox lista os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) de cada região.

Como levar as plantas para a rotina da casa, por idade?

Para levar as plantas para a rotina da casa, adapte a tarefa à idade. Bebês até 2 anos só observam, com vasos no alto. De 3 a 6 anos, a criança ganha um vaso só dela e um borrifador. De 7 a 12 anos, assume uma planta no canto de estudo e um caderno de observação.

Para a saúde mental das crianças, o que conta é a constância: poucos minutos todos os dias valem mais do que um fim de semana inteiro de jardinagem por mês.

Menino observa a planta com uma lupa enquanto segura um borrifador
Lupa e borrifador: cuidar da planta vira brincadeira de cientista. Foto: Pexels.

Bebê (até 2 anos)

Nessa fase, a planta é para olhar, não para pegar. Samambaia pendurada e Peperômia em prateleira alta funcionam bem.

No colo do adulto, o bebê pode tocar uma folha, com supervisão total. Tudo o que está ao alcance da mão vai para a boca, então nenhum vaso fica no chão.

Criança pequena (3 a 6 anos)

É a idade do “é meu”. Dê um vasinho só dela, com o nome escrito, e um borrifador pequeno.

Um Girassol-Anão plantado de semente é ótimo, porque cresce rápido e a criança vê o resultado. Uma vez por semana, ela desenha como a planta está. Esse é o diário do vaso.

Junte isso a 20 minutos fora de casa, numa praça ou num parque, sempre que der. É a mesma dose do estudo de Illinois.

Criança em idade escolar (7 a 12 anos)

Aqui a planta pode ir para o canto de estudo, ao alcance da mão. A ideia vem dos estudos de Taiwan e da Holanda: verde onde a criança passa o tempo prestando atenção.

Uma horta de janela com Manjericão, Cebolinha e Hortelã também funciona muito bem nessa idade. A criança planta, colhe e leva para a cozinha.

Um caderno de observação, com data, altura e folhas novas, transforma o cuidado em pequena pesquisa.

O que fazer em apartamento sem quintal?

Em apartamento sem quintal, use a janela, a parede e um canto do quarto. Um parapeito com três vasos já vira uma mini-horta. Uma prateleira com plantas pendentes faz o papel da parede verde. E um canto com Peperômia e luz indireta vira o lugar de respirar.

Na prática, eu monto assim:

  • Janela viva: vasos de barro com temperos no parapeito, presos ou com grade de proteção.
  • Parede verde pequena: uma prateleira alta com Samambaia e Clorofito, longe do alcance dos pequenos.
  • Canto de respirar: uma almofada, uma Palmeira-Ráfis e luz natural. É para onde a criança vai quando precisa de calma.
  • Ritual de 20 minutos: regar, olhar, respirar e voltar para a tarefa.
Janela de apartamento com vasos no parapeito e plantas pendentes em grades nas paredes
Janela de apartamento com plantas em grades. A Costela-de-Adão do parapeito está na lista de tóxicas do Sinitox: com criança pequena em casa, ela fica fora do alcance. Foto: Pexels.

Para o quarto, vale ver também como montar um quarto biofílico relaxante, com cores, luz e materiais.

Um apartamento pequeno também pode cuidar da saúde mental das crianças. Mas cada apartamento tem uma luz e uma janela diferentes, e é aí que muita família erra a planta.

Se quiser, eu monto com você um plano de biofilia para o quarto da sua criança, pela consultoria de paisagismo online, com base em fotos e medidas do seu espaço.

Saúde mental das crianças e tecnologia: por que trocar 20 minutos de tela por 20 minutos de planta?

A troca de 20 minutos de tela por 20 minutos de planta ajuda a saúde mental das crianças porque dá ao cérebro uma pausa de estímulo forte. Na pesquisa do Instituto Alana com 1.000 famílias, 86% disseram que, quando estavam ao ar livre, as crianças pediram menos vezes para usar eletrônicos.

A tela foi feita para prender a atenção. A planta faz o contrário: ela convida a olhar devagar, e muda só um pouco de um dia para o outro.

Eu não acredito em proibir a tela, e sim em criar uma alternativa que a criança queira. A planta é a única “tela viva” que pede para a criança voltar amanhã, para ver se a folha abriu.

Uma sugestão simples, que já ajuda a saúde mental das crianças em casa: antes de liberar o tablet, a criança faz a ronda das plantas.

Olha, rega se precisar, anota no caderno. Vira hábito em poucas semanas.

Conclusão

Volte à cena do começo: a criança, o parapeito e a Peperômia. Nada de milagre ali. Só um minuto de atenção em uma coisa viva, todos os dias.

É isso que a ciência mostra até agora sobre plantas e saúde mental das crianças:

  • Calma: natureza ligada a menos estresse e ansiedade.
  • Concentração: verde onde a criança estuda, mais atenção.
  • Responsabilidade: cuidar e ver dar certo fortalece a autoestima.
  • Empatia: a planta ensina a observar o outro.
  • Criatividade: o verde vira brincadeira e pesquisa.

E o limite continua valendo: planta é apoio, não tratamento. Se algo preocupa, o primeiro passo é o pediatra.


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Perguntas Frequentes

Plantas ajudam na saúde mental das crianças com TDAH?

Podem ajudar a concentração por períodos curtos. No estudo da Universidade de Illinois, 20 minutos de caminhada num parque melhoraram a atenção de crianças com TDAH.

O grupo era pequeno e o verde era de parque. Planta ajuda, mas não substitui o acompanhamento médico.

Qual é a planta mais fácil para uma criança cuidar?

Peperômia e Girassol-Anão. A Peperômia pede pouca água e aguenta bem os primeiros erros.

O Girassol-Anão cresce rápido a partir da semente e mostra o “antes e depois” que a criança adora acompanhar.

A partir de que idade uma criança pode ter uma planta no quarto?

Desde bebê, desde que o vaso fique em prateleira alta e longe da boca. De 3 a 6 anos, ela pode ter um vasinho só dela, com supervisão.

A partir dos 7 anos, uma planta no canto de estudo já pode ficar ao alcance da mão.

Planta substitui psicólogo ou pediatra?

Não. Planta é apoio ao dia a dia, não tratamento.

Procure um profissional se notar queda na escola, dificuldades com o sono ou a alimentação, tristeza que não passa ou mudança brusca de comportamento.

Esses sinais de alerta estão no material da Fiocruz sobre saúde mental infantil.

Silvia Dalto, arquiteta paisagista especializada em biofilia
Arquiteta Paisagista at  | Website | + posts

Silvia Dalto é arquiteta e paisagista e é a mente criativa por trás do blog Biofilia no Lar, um espaço dedicado a inspirar pessoas a trazer mais natureza, bem-estar e harmonia para dentro de casa. Apaixonada por ambientes acolhedores, plantas e estilos de vida mais naturais, Silvia compartilha ideias práticas, dicas de decoração biofílica e soluções simples para transformar qualquer espaço em um refúgio mais verde e equilibrado. Através de conteúdos acessíveis e inspiradores, ela busca mostrar que pequenas mudanças no lar podem gerar grandes impactos na qualidade de vida, promovendo conexão com a natureza mesmo em meio à rotina urbana. 🌿🏡
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